Noite de terror na Maré

Noite de Terror na MaréNada justifica a ação da Polícia Militar e do Bope na noite de ontem (dia 24) e hoje na Maré. O saldo de oito mortos (número confirmado atá agora, mas que pode aumentar), entre eles um sargento da Polícia Militar, escolas com aulas suspensas,comércios fechados, moradores sitiados em suas casas, vários feridos, ruas sem luz. Situação que poderia ter sido evitada caso o Estado não tivesse uma atuação dentro da favela e outra fora.

As balas disparadas ontem não foram de borracha, como em outros pontos da cidade (violência também não justificada contra manifestantes, mas que denota claramente a diferença de conduta da Polícia dentro das favelas).

“O Observatório de Favelas está sem energia e sem telefone: o Bope acertou o transformador e cortou os cabos de telefone. Qual o sentido disso? Por que entrar na favela se o problema estava na Avenida Brasil? Qual o sentido dessas mortes, que poderiam ser todas evitadas? O Estado tem que ter equilíbrio; senão, quem terá?”, questiona o coordenador do Observatório de Favelas Jailson Silva.

A organização, que é parceira da Redes e tem sede na rua Teixeira Ribeiro, na Nova Holanda, foi alvejada ontem por uma bomba de gás lacrimogêneo jogada pela Polícia. Alunos ficaram presos na sede da organização, sem poder sair.

Denúncias de moradores se espalham pela comunidade, inclusive de que casas foram invadidas e pessoas agredidas durante a noite.

A desastrosa incursão do dia 24 à noite, continua hoje por policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). A desculpa oficial, como sempre, fica por conta do combate ao tráfico e prisão de criminosos. Mas nada justifica o impacto e desrespeito aos moradores que vivem na Maré.

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